Renovação do Acordo de Cipa: O QUE ESTÁ EM JOGO
O Acordo Coletivo que regulamenta as CIPAs no Metrô, válido por dois anos, vence no próximo dia 31 de janeiro.
Em reuniões recentes, a direção da empresa sinalizou intenções de alterar o modelo atual: propõe a prorrogação dos atuais mandatos, mas com redução do número de CIPAs e de cipeiros, justificando a medida pela queda no quadro geral de funcionários.
Contexto Histórico
É importante relembrar que o atual modelo foi uma solução construída para resolver um grande impasse. De um lado, o Metrô defendia uma única CIPA centralizada (por CNPJ). Do outro, os trabalhadores reivindicavam uma CIPA por posto de trabalho (o que criaria mais de 100 comissões, considerando as estações). O acordo vigente foi o meio-termo que garantiu representatividade e evitou a judicialização do tema.
O assunto será debatido na próxima assembleia. O Sindicato espera que, até lá, a empresa apresente uma proposta que busque o consenso e preserve a segurança dos trabalhadores.
Furto de cabos expõe crise de falta de funcionários
Faltam funcionários na Segurança do Metrô para prevenir e inibir o furto de cabos. Falta equipe de Manutenção para corrigir os danos e restabelecer os sistemas após os furtos. E faltam funcionários nas estações para conduzir as ocorrências geradas pela paralisação do sistema e pelos problemas de comunicação via rádio.
Depois das ocorrências neste mês de janeiro, a empresa tentou uma estratégia errada e arriscada que causou o acidente de uma colega AS. Precisamos de investigação e principalmente de contratação de funcionários e não de estratégia que prejudica os trabalhadores.

