Linhas 4 e 5 – Campanha Salarial 2026: Proposta Final AVANÇA, mas Plano de Saúde não retorna

Depois de muita luta, muita mobilização e 10 reuniões de negociação entre a empresa e o Sindicato, finalmente a empresa cedeu e fez concessões com melhorias no Plano de Saúde. Porém, a proposta ficou aquém da expectativa dos metroviários das Linhas 4 e 5. O retorno de três importantes hospitais para o Plano (Villa Lobos, São Luiz Jabaquara e São Luiz Osasco) é um avanço, mas a reivindicação da categoria era que o Plano voltasse a ser o mesmo do ano passado (Bradesco Flex Nacional).

Índices econômicos com aumento real

O mesmo se pode dizer da proposta econômica. Ainda que a empresa tenha feito uma proposta acima da inflação (3,8% nos salários/cláusulas econômicas e 6% no VA/VR com pagamento retroativo a 1º de março), esse aumento real é pequeno se comparado com a defasagem salarial dos metroviários da Motiva em relação à estatal.

Proposta final da Motiva:

  • Reajuste salarial: 3,8% (aumento real de 0,45%)
  • Reajuste no VA/VR: 6%
    Reajuste na Cesta de Fim de Ano: 10% de aumento (R$ 220,00)
  • Adição de três hospitais no Plano de Saúde (Hospital São Luiz Jabaquara, Hospital São Luiz Osasco e Hospital Villa Lobos).

Agora é preciso decidir se vamos à GREVE!

Posição do Sindicato

A diretoria do Sindicato discutiu a proposta final da empresa e avalia que não há mais espaço para avanços só com negociação. A diretoria da empresa se reuniu várias vezes e não quis fazer uma proposta que realmente contemplasse os anseios da categoria. Para que a empresa melhore a proposta, só resta à categoria uma opção: fazer uma GREVE que paralise os serviços nas Linhas 4 e 5 e exponha para toda São Paulo os problemas trabalhistas da Motiva. Não adianta mais a gente rejeitar a proposta sem fazer um movimento mais radicalizado porque a empresa deixou claro que não haverá uma próxima proposta sem greve.

O que acontece se a categoria decidir fazer greve?

A greve é um direito constitucional dos trabalhadores e trabalhadoras. É o instrumento mais legítimo que a categoria tem para pressionar a empresa a negociar de verdade. Se a categoria decidir paralisar os serviços nas Linhas 4 e 5, estará exercendo esse direito — e a empresa saberá que não pode simplesmente ignorar a mobilização.

Caso a greve seja deflagrada, a Justiça do Trabalho pode ser acionada para mediar ou até mesmo julgar o dissídio coletivo. Mas é importante saber: se o tribunal decidir intervir, não há garantia de que as conquistas já negociadas até aqui serão mantidas. O tribunal pode definir novos termos, e a categoria pode perder avanços já conquistados, assim como conseguir uma decisão que melhore o Acordo Coletivo.

A luta não acaba aqui

Independente da decisão da categoria, a luta não acaba aqui. Todo ano temos campanha salarial e novas conquistas podem ser ganhas nos próximos anos. A melhoria dos salários e benefícios depende da luta e mobilização permanente da categoria e do fortalecimento do Sindicato.

ASSEMBLEIA, 27/7, SEGUNDA-FEIRA, às 18h, ONLINE (votação de 48 horas). PARTICIPE!

Para votar, acesse o AQUI (escolha a empresa que você trabalha e vote)!