A palavra dos passageiros confirma: PRIVATIZAR o METRÔ é um ERRO!

A pesquisa de satisfação dos usuários do Metrô revelou enorme aprovação da população com o serviço realizado por nós, metroviários

Desafiamos o governador Tarcísio a apresentar alguma empresa privada em que o serviço seja classificado como “MUITO BOM” e “BOM” por mais de 75% dos seus “clientes”. Isso por si só faz cair por terra o papo de que “privatizar traz mais eficiência”. Ao invés de reconhecer a importância do serviço e abrir concurso, o governador quer privatizar.

Serviço excelente X PR desigual e notas rebaixadas

Já a direção da empresa fala de atendimento acolhedor, mas não acolhe quem está na linha de frente garantindo a operação e manutenção. Implementa terceirização e um plano de carreira que ataca a categoria e defende a PR desigual (sem pagar as mulheres em Licença Maternidade e quem estava de LM). Além disso, orienta seus gestores a rebaixar a nota de avaliação individual. Como é que temos um serviço excelente, com dezenas de elogios, mas a nota dos funcionários é rebaixada?

 

Resistindo contra a terceirização

Contrato jurídico milionário com o escritório do irmão do vice-presidente do TST: o Sindicato denunciou no Tribunal de Contas do Estado a contratação que o Metrô fez de um escritório jurídico por mais de 1 milhão de reais para combater a ação do Sindicato contra a terceirização do atendimento. Isso é irregular, pois o Metrô tem corpo jurídico próprio. Também é imoral: o escritório pertence ao irmão do vice-presidente do TST.

Terceirização da Manutenção: no dia 23/2, houve julgamento da ação jurídica e a publicação da sentença ocorre em 6/3. O Sindicato vai divulgá-la assim que for publicada.

Analisando o documento da SPI

A tática de privatização do governo é fazer a concessão de forma casada: leiloar uma linha já existente, junto com a construção de uma nova linha. Foi assim com a Linha 7 – Rubi, leiloada com a construção do Trem Intercidades. O objetivo disso é ganhar a opinião pública, que é favorável à expansão do Metrô, mas contrária à privatização das linhas atuais. O documento da SPI prevê o leilão das linhas 19, 20 e 22 para setembro.

As linhas atuais vão entrar nesse bolo?

Isso depende, por um lado, do lobby das empresas que pretendem abocanhar mais recursos bilionários do que os previstos. Por outro lado, depende da resistência dos trabalhadores e dos passageiros. Depende também do recado político das eleições. Precisamos preparar ações contundentes da categoria da forma mais unificada possível.