Caso EMTEL: Metrô tem que pagar o que deve

Em fins dos anos 90, o governo estadual resolveu acabar com o projeto de creches ao longo das linhas do Metrô, que era administrado pelo Metrus. Isso gerou um passivo com a empresa que prestava serviço, a EMTEL. Como o CNPJ era do Metrus, ele tornou-se réu na ação.

Em 2018, a justiça decretou penhora de cerca de 150 milhões das contas do Metrus. Além de pagar o valor bloqueado, a partir da atuação dos Conselheiros, a direção do Metrô fez um documento de confissão de dívida.

A Associação dos Aposentados (AAPM) entrou com uma ação civil pública no intuito de preservar as contas previdenciárias do Metrus. Essa foi uma escolha tática para garantir que as outras entidades representativas dos metroviários pudessem entrar com outros tipos de ações.

Em 2025, foi decretada nova penhora nas contas do Metrus no valor de 175 milhões. O Metrô ofereceu trens como garantia de pagamento. Isso não foi aceito e determinou-se o bloqueio da conta administrativa do Metrus.

Esta conta não tem todo o valor da penhora, portanto, corre-se o risco de outras contas do Metrus serem bloqueadas. Apenas as contas da previdência estão protegidas pela liminar conquistada pela AAPM.

O Metrô é o responsável por essa dívida. Exigimos que a empresa antecipe urgentemente o pagamento, para que o funcionamento do Metrus não seja afetado.